Líder, gestor… ou P*&@ nenhuma?

Liderança é uma benção, não importa se você é líder ou gestor.

 

Você assume a equipe, começa feliz, empolgado.. e quando vê, está sozinho.

 

Os outros líderes, mais velhos de casa, tem comportamentos que você reprova – e por divergir nas opiniões vez ou outra, é claro que não é aceito no grupo.

 

Seus antigos colegas de equipe, hoje seus liderados, em outros tempos te convidavam pro almoço, pro churrasco, pro futebol no final de semana.

 

Agora não dá mais, afinal, você é “o chefe”, aquele que toma decisões duras, cobra metas e resultados e pode até já ter demitido alguém do grupo.

 

Pode parecer estória, mas se você conversar com pessoas que tem cargo de liderança verá que muitas delas compartilham do mesmo sentimento: solidão, nada de benção.

Se ser líder traz tantos desafios e percalços, por que muita gente ainda quer trilhar este caminho?

 

Dinheiro, status, aptidão, necessidade.

Ser líder tem suas “partes fenomenais de boas”.

 

 

Posso começar falando do meu caso: assumir as rédeas, tomar a frente da situação, motivar os colegas para agir, defender os “fracos e oprimidos”, comandar… que eu me lembre, desde a primeira série eu já fazia isso.

Posso ser considerada uma líder nata, destas que nascem com vocação para puxar o time.

 

Aqui estou eu com parte da minha equipe de 2011, quando eu era Gerente de RH.

Cuidávamos de pouco mais de 1600 colaboradores...

Das 11 pessoas da minha equipe, apenas 3 tinham experiência anterior em RH. 

Contratei, treinei e hoje me orgulho da carreira deles.

 

 

Diferente do meu caso, tem aqueles que desempenham bem sua função, crescem dentro de uma equipe em carreira solo – e seja pelo seu tempo e conhecimento de empresa, por terem resultados diferenciados ou pelos conhecimentos que possuem no projeto ou negócio, acabam “virando líder” .

 

> Vamos deixar bem claro. Esta introdução toda é somente para você entender que por mais que os caminhos sejam diferentes, o meio é sempre igual:

 

Os líderes normalmente não possuem todo apoio e referência que precisam, se sentem solitários e precisam se desenvolver em competências que muitas vezes sequer presenciaram!

 

Antes de continuar e falar sobre desenvolvimento de competências de liderança, precisamos contextualizar os títulos:

 

Líder, gestor… ou P*&@ nenhuma?

 

Sim, tem muito gestor disfarçado de líder.

 

Tem muito líder sem cargo, comandando, engajando e inspirando lindamente equipes.

 

Tem muita gente que não é nem um nem outro. Tem um cargo, um título. Na prática, não coordena, não inspira, não engaja. Mas serve de exemplo: Nem que seja do que não fazer.

 

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Chefe – nomenclatura pejorativa, associada à quem manda de forma autoritária.

 

Gestor – responsável por processos, planejamento e sistemas.

 

Líder – responsável pela condução, engajando, motivando, comunicando, desenvolvendo as pessoas rumo aos objetivos e resultados.

 

Nas empresas por aí existem chefes-gestores, gestores-líderes, líderes sem a gestão… e tem quem finja ser o que não é.

***

 

Eu tive a sorte de poder contar com alguns bons líderes. Que me inspiraram, me deram oportunidade, me incentivaram, me desafiaram a crescer – e que me puxaram muito a orelha! Mereci cada bronca, cada avaliação ou f**dback! E tudo isso me fez crescer.

 

 

***

 

Porém, quando me deparei com péssimos líderes, a lição veio à galope: a cada segundo eu conseguia entender o que eu não queria fazer e ser. Me policiava sempre para agir com minha equipe de forma diferente da qual eu era tratada.

 

 

***

Seja através de exemplos bons ou ruins, em avaliações ou feedbacks, ou pela própria auto-percepção, uma coisa é fato:

 

 

A maior necessidade de um líder é desenvolver a sua parte comportamental, melhorar seu autoconhecimento e sua visão sobre pessoas (de verdade), para então conseguir evoluir no papel (não apenas no cargo) de liderança.

 

 

Desde 2007 eu aplico programas de desenvolvimento de liderança. O ponto inicial a ser trabalhado é quanto ao papel do líder.

 

Saiba aqui como podemos ajudar sua empresa a ter melhores resultados e desenvolver pessoas. 

 

 

Muitas pessoas viram líderes, mas tem dúvida sobre qual o real papel de um líder, acabam confundindo gestão com liderança, investem tempo demais nas tarefas e esquecem das pessoas – ou se perdem frente a tantas responsabilidades.

 

 

No meu entendimento, existem 3 pilares fundamentais para exercer uma boa liderança, para que alguém seja considerado um bom líder.

 

Falo sobre os 3 pilares aqui neste vídeo:

 

 

E quais são, ao meu ver, as Atitudes Essenciais para um Líder:

 

 

SER EXEMPLO – não pode falar uma coisa e fazer outra. Não precisa impor nada, suas atitudes conduzem as pessoas a seguir seu exemplo e agirem da forma certa. 

 

 

TER SENSO DE DONO – sente-se responsável pela equipe, pelo projeto, pelas entregas. Assume o que precisa ser feito. O problema é sempre meu.

 

 

DELEGA, CONFIA, DÁ AUTONOMIA E DESENVOLVE – um líder acredita no potencial da sua equipe, conhece cada um que está com ele.

 

 

COMUNICAÇÃO E FEEDBACK ASSERTIVOS – um bom líder é bom ao se comunicar e em dar e receber feedbacks – inclusive pedindo a opinião ou sugestão dos outros quanto as suas ações e comportamentos.

 

 

 É CONFIÁVEL E POSITIVO – todos confiam nele, sabem que podem contar inclusive nas horas ruins, porque ele sempre encara as situações como aprendizado, não como falha. 

Nunca coloca a culpa nas pessoas da equipe e sim, assume o que precisa ser ajustado. Se alguém deixou de fazer algo, ou fez errado, é porque ele falhou, não a equipe.

 

***

 

Estas atitudes estão totalmente interligadas

Assim como delegar não é apenas repassar uma tarefa e cobrar o resultado final, como muitos acham e fazem.

O primeiro elemento para a delegação acontecer é a confiança. Ao delegar, eu preciso confiar na capacidade de realização e no comprometimento da outra pessoa com a entrega.

 

E como confiar? Acompanhando. Delegando atividades em partes, checando o entendimento e a execução.

Porém, deixando o outro livre para que este contribua, agregue, não apenas faça “do meu jeito”. Que ele faça o melhor.

E por fim, incentivando e motivando para que o profissional evolua, se desenvolva, use suas potencialidades e se sinta realmente “dono do projeto” e peça fundamental dentro do grupo.

Assim, entregas acontecem e as pessoas se desenvolvem e se motivam.

 

**

Liderar é cuidar de gente.

 

E não tem como cuidar de gente, sem entender de gente, em sua individualidade.

A começar, entendendo sobre a gente mesmo.

 

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