A vida que temos é fruto das nossas escolhas

Não seria este meu texto de hoje, tinha outro tema em mente. Mas ao acordar e conferir as redes sociais, deparei-me com um texto do Flávio Augusto, no Geração de Valor, onde ele fala sobre como ele se tornou quem é hoje, apesar de todas as dificuldades.

 

Lendo o texto, mil cenas vieram à minha cabeça, da minha própria história.

 

Do estudo nas escolas públicas, tenho lembranças não só do estudo, mas também dos amigos que fiz e dos dias em que em me deliciava em levar pra escola pão com margarina e Nescau (era a Nutella da classe D nos anos 80), quando tinha. Nos outros dias, sopão da merenda pública. Feliz.

 

Mochila feita de calça jeans, restos de uma calça cortada, costurada pela minha mãe. Tênis Le Cheval nos pés, sonhando um dia poder andar de Nike, como alguns colegas faziam.

 

Fui aluna das melhores notas e dos piores questionamentos. Me encantava aprender, devorava livros, era rata de biblioteca, me divertia muito quando havia qualquer prática, do laboratório com poucos equipamentos e uma cobra dentro do vidro com álcool às aulas de teatro.

 

 

Mas o que me encantava mesmo, desde sempre, era estudar para poder questionar. Ah, as lembranças da diretoria, das conversas com o coordenador.

 

Não, eu não aceitava o mundo como era imposto. Será que tinha mais alguma coisa? Sempre tinha.

 

“O que mais” virou meu questionamento interno padrão.

 

Claro que o sistema não gosta de quem o questiona, e obviamente tive alguns atritos. Eles não me abalavam, me davam força para ir além.

 

Frases como: “Não pode” ou “Isso não é pra você” eram combustível na minha já inflamada vontade de descobrir. E assim, fui em frente, e entre acertos e tropeços estou onde estou hoje, pronta pra descobrir: O que mais pode ter, ser, ou existir?

 

Não tinha pretensões de cursar uma faculdade, mas o fiz. Nunca ambicionei uma carreira corporativa, não tinha referências sobre isso em casa. Filha de pai metalúrgico de esquerda, que falava mal do patrão opressor, li Marx antes mesmo de ler Pollyana. Encontrei lógica e incoerências em ambos, continuei questionando.

 

De família de classe D, estudante de escola pública, educada para cuidar bem de uma casa, contrariei tudo, óbvio.

 

O que mudou de verdade meu destino?

 

Eu mesma. A decisão de que eu faria o que fosse possível e muito mais para seguir em frente em qualquer coisa que eu acreditasse. Sempre entrei em qualquer jogo pra ganhar. E não era pela competição com os outros, sempre foi comigo. Pra me provar, me desafiar, me incentivar a ir além.

 

Quando vi que o conhecimento liberta, mais e mais estudei.

 

Quando descobri que podia ter uma carreira, ser respeitada e ganhar muito dinheiro com isso no mundo corporativo, agarrei cada oportunidade.

 

Quando defini que não queria mais ter meu passe vendido pra uma única empresa, que queria lutar pelos meus ideais, mudar à mim e ao mundo, ampliando meu conhecimento e o oferecendo à quem quisesse chegar junto, mudei tudo: de casa, de carreira, de direção. E claro, me joguei com todo impulso, amor e dedicação à isso.

 

Amanhã, como será? Não faço ideia, ninguém faz.

 

O futuro sempre é incerto. Podemos planejar e nos preparar, mas nunca iremos ter controle sobre o que de fato acontecerá.

 

Do ontem, do passado, trago experiências, erros, acertos e aprendizados.

 

Meu foco é no hoje.

 

E hoje, sei que nada me define, não tenho rótulos nem limites.

Eu posso ser e fazer o que eu quiser. Se eu realmente definir que quero.

 

Você também. Afinal, somos muito mais resultado de nossas escolhas do que daquilo que nos aconteceu.

 

 

O texto do Flávio Augusto do Geração de Valor, você lê completo aqui

(https://www.facebook.com/GeracaodeValor/?hc_ref=ARRNLFjtNKt6YHlshLj3TMpaQR41cPdTGHzPCbqbk3qmSbfnwR1mv-N4I9ySFA9hYlk&fref=nf&pnref=story)

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